O cancro da mama é um tumor maligno do seio que afecta principalmente as mulheres. Os homens também podem ser afectados, mas trata-se de casos muito raros.
Uma incidência nas mulheres de raça branca é um pouco maior do que as mulheres de raça negra.
1 em cada 9 mulheres e 1 em cada 300 homens terão cancro da mama em determinada altura da sua vida. O cancro da mama representa quase um terço de todos os cancros da mulher. Todos os anos, surgem 41 000 novos casos de cancro da mama.
O cancro da mama torna-se mais frequente com a idade, atingindo as maiores possibilidades na casa dos 50 anos. As formas tardias têm um desenvolvimento menos rápido.
As mamas contêm lóbulos e canais, que ligam os lóbulos ao mamilo. No cancro da mama, as células em determinada parte da mama crescem de forma caótica. Em vez de crescerem e se dividirem de uma forma regular e ordenada, ficam fora de controlo. Se o cancro não for tratado, as células podem alastrar no interior da mama ou até mesmo para outras partes do organismo.
Cancro da mama em Portugal
- 1 em cada 12 mulheres em Portugal irá ter cancro da mama.
- O cancro da mama é o cancro com maior taxa de incidência em Portugal.
- Anualmente surgem cerca de 4500 novos casos e a incidência do cancro da mama está a aumentar de ano para ano.
- 1500 mulheres em Portugal morrem todos os anos devido ao cancro da mama.
- 90% dos cancros da mama são curáveis, se forem detectados a tempo e tratados correctamente.
CAUSAS
A causa directa ainda não é conhecida.
Crê-se existirem vários factores que aumentam o risco de cancro da mama. Os factores incluem:
- Um familiar próximos com historial clínico de cancro da mama. Crê-se que cerca de 10 % dos casos se baseiam em factores genéticos
- Se uma mulher foi fértil durante muito tempo, isto é, se o tempo entre a primeira ovulação e a menopausa foi muito longo.
- Excesso de peso.
- Dieta com elevados teores de gordura.
- Exposição a radiações (para além das radiações normais).
- Consumo moderado e elevado de álcool.
- Os contraceptivos orais (pílula) e a terapia de substituição hormonal (TSH) podem aumentar um pouco o risco de cancro da mama.
- Mulheres cuja a primeira gravidez ocorre mais tarde ou que não chegam a ter filhos parece correrem um risco ligeiramente superior.
Vários factores ligados ao ambiente também podem exercer uma influência.
SINTOMAS
Muitos cancros assinalados a sua presença numa fase precoce, quando a cura é ainda possível. Todavia, nem sempre é fácil reconhecer os primeiros sintomas de um cancro, pois por vezes são vagos. Por exemplo, sentir-se mal com o tempo que faz ou sentir-se uma febre ligeira durante um dia é coisa que não deve alarmar ninguém, no entanto devem levar-se a sério tais sintomas, caso persistem.
Existem diversos sintomas quais como:
- Um ou mais nódulos na mama;
- Alterações do tamanho, forma ou pele da mama;
- Alterações do mamilo;
- Descarga do mamilo com vestígios de sangue;
- Dor nas mamas (raramente).
Não se pode evitar este problema, mas se fizer um exame do seio com regularidade, será possível descobrir a doença precocemente e aumentar as suas possibilidades de cura.
A prevenção é o primeiro passo para a cura.
Deve fazer uma mamografia com a seguinte regularidade:
- Da primeira vez entre os 35 e os 39 anos, como exame de referência para alterações sucessivas;
- No mínimo a cada dois anos entre os 40 e os 50 anos de idade;
- Todos os anos após os 50 anos;
- Mais frequentemente e em idade mais jovem se a mulher já teve um tumor na mama ou se apresentar um terreno favorável ao seu desenvolvimento. Ou se tiver a mãe ou a irmã cancro no seio;
Preparação:
No dia da mamografia é melhor não usar pó de arroz, cremes e desodorizantes. Podem conter substâncias que reagem com as chapas usadas para a radiografia.
O que é o auto-exame da mama?
O auto-exame da mama é uma operação simples que cada mulher deveria efectuar uma vez por mês, com objectivo de localizar a presença de nódulos na mama entre outras anomalias.